O Legado de Kain de Bahxis

Eu sou mais velho do que realmente aparento ser. As pessoas hoje em dia acreditam que eu sou um mero feiticeiro nascido no Arquipélago de Bahxis. Elas não estão completamente erradas em relação a isso. De fato eu sou um herdeiro de uma antiga linhagem de dragões que buscavam as origens de suas primeiras essências. Aquele que chegou mais perto de descobrir sua origem acabou se corrompendo pela fração de poder que tentou dominar. Muitos o conhecem como Dracolich, Primeiro Necromante ou Krivoc, mas eu o chamava de pai.

Quando criança, eu conheci e convivi com os meus tios. Eles ainda eram aliados das raças antigas. A glória de Celéstia, os assentamentos tribais de Lumius, a coalisão de Fragor, as terras mágicas de Ael’Fellor e o Império de Jinlong banhados pelo eclipse. Eles viviam tentando eliminar aqueles que queriam destruir as pessoas que não tinham o conhecimento que nós havíamos descoberto com o passar dos séculos. O que mais me impressiona após todo este tempo é que os três estavam certos em seus pontos de vista.

Baruk, o Guardião Dourado, acreditava que o domínio do conhecimento arcano era essencial para que a ignorância não se tornasse uma praga entre os povos de Aylin. Liandra, a Andarilha Tempestuosa, acreditava que a sabedoria dracônica poderia auxiliar as tarefas mais básicas de sobrevivência tanto em ofícios quanto em controle de instintos primitivos. Krivoc, a Fúria Gananciosa, acreditava que as coisas deveriam caminhar em equilíbrio porque o conhecimento e os ofícios deveriam ser dominados.

Os ideais de meus ancestrais se mantém até os dias de hoje. No entanto, o que muitos não sabem, é que a influência deles se esvai a cada instante. Muitos acreditam que a profecia do Renascimento Profano é algo que importa apenas para Krivoc, meu pai e o Primeiro Necromante, mas Liandra e Baruk possuem papéis fundamentais nisso. Baruk seria o responsável por reunir uma nova geração dos Campeões Lunares, mas sua morte parece ter encerrado este ciclo. Liandra daria a luz a um garoto que seria capaz de dominar os elementos e se tornar a reencarnação de Bahxis, o Arcano. Meu pai, por sua vez, seria o responsável por garantir o equilíbrio deste universo se tornando Zênite, o titã que mantém o equilíbrio de nosso universo.

Eu tenho trabalhado para manter o legado de meus ancestrais por meio de minhas ações e tive que fazer coisas que para muitos seriam questionáveis, mas eu faço o que precisa ser feito. Sou o responsável pelas ações do Filhos de Krivoc que deixaram o grimório de meu pai diante do Lorde Arcanista Salazar Sangr’alma e revelei para uma plebeia que se casou com um descendente de Dahaka Necrossangue como despertar o poder do bruxo desaparecido a fim de torná-la o segundo dos Quatro Arautos de Krivoc. Salazar, tolo como qualquer humano, deixou o grimório solto e uma elfa inconsequente arruinou meus planos.

Quando eu soube que uma elfa de nome Elloran havia despertado os poderes do Arauto da Cólera, eu me surpreendi e consegui recuperar minha forma humanoide por causa das vidas ceifadas. No entanto, parte da essência de meu pai que havia em mim está no corpo de uma paladina de nome Ivy. A mulher e a essência, são parte de mim e isto é, sem dúvidas um recurso que será usado de maneira oportuna porque, cada alma que ela ceifa, alimenta o meu poder porque, como Noora, a Campeã de Fragor, disse: “A morte está sempre perto de mim. É como se eu andasse entre dois mundos.” Eu compartilho deste sentimento.

Em minhas andanças pelo Deserto Aracnorrubro, eu encontrei uma jovem Aasimar em uma arena de gladiadores nos arredores de Barbor. Mercenários da pior espécie estavam colocando as pessoas que eles escravizaram para brigar. A garota de nome Alexandra não era derrotada por ninguém. O sangue que derramava curava seus ferimentos e ela é capaz de lutar em combate armado ou desarmado. Suas asas são uma vantagem em combate. Por este motivo, eu a comprei, a libertei e a equipei de acordo com as exigências dela em nome de Zatur. Ela se considera uma arma que, em minhas mãos, alimentará minha essência assim como Elloran havia feito. Eu sou Morte.

Tudo o que eu preciso fazer agora é manter as aparências. Elloran cumpriu seu papel e me será útil no futuro. Ivy foi um bom receptáculo para o Eco de Krivoc, meu pai. Miranda, em seu desespero para manter sua família em ordem procurou Dahaka, mas eu a encontrei antes. Agora eu preciso do campeão do Torneio das Oito Castas. Ele terá, no fim, tudo aquilo que me é necessário para a próxima etapa que depende também das indicações de Amélia. Creio que ela e eu queiramos o mesmo homem: Finn Mikkelson, o Furioso do Arquipélago do Ocaso.

Eu preciso convencer algumas pessoas a trabalharem do meu lado. Há um guerreiro de Jinlong, irmão de um aliado, que pode me ser útil para eliminar Klaus Hellingson e Lith da Cidadela. Sozinho ele não é páreo, por isso vou tentar manter seus colegas vivos. A monja e a maga são familiares.

Agora eu preciso aguardar. Paciência é minha maior virtude e a Morte, eu, chego para todos. Bazz precisa tomar cuidado porque eu sei qual é o Mecanismo de Ascensão para o posto de Arcano da Necromancia, mas para isso eu preciso que meu pai morra de uma maneira específica e garantir que os aliados de Ivy trabalhem a meu favor. Por um tempo achei que seria difícil, mas todos estão motivados a agir contra meu pai assim como eu. Baruk e Liandra estariam orgulhosos de meus avanços porque eu sou parte do legado deles como um dos três Herdeiros Dracônicos.

Me pergunto onde está o herdeiro de Baruk. Creio que logo aparecerá diante de mim, mas os meus agentes ainda não conseguiram localizá-lo. Aguardo para conhecer meu primo ou prima. Aqui na Arena de Ramael terei muitas informações relevantes para encontrá-lo agora que o Barão Necrossangue chegou em sua caravana.

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