Ovelha Negra

Algumas pessoas dizem que os fins justificam os meios, mas tudo na vida é relativo e há diversas variáveis no mundo. Algumas são relacionadas a pontos de vista, outras a questões que envolvem moral e ética. Eu falo muito sobre isso por aqui. As coisas que você faz durante a vida envolve muito mais do que as coisas que o mundo é capaz de compreender sobre quem você é. Ser uma pessoa que faz aquilo que muitos que não tem coragem de fazer certamente geram muitas consequências.

Quantas pessoas no mundo, assim como eu, não são ovelhas negras entre seus amigos e familiares. Pessoas que fazem coisas que vão contra tudo aquilo que outras pessoas acreditam que deveria ser o certo a se fazer ou que apenas tem a força necessária para seguir firme em direção a um propósito. Quando você tem um objetivo claro e que não é nocivo para ninguém, cada luta, sacrifício e cada não que você ouve é um combustível para que você continue seguindo em frente.

Eu passei anos da minha vida em busca de algo que nem eu mesmo sabia que queria quando eu comecei a procurar. Eu buscava uma liberdade que meus amigos, que minha família e que as pessoas ao meu redor não compreenderiam porque era algo muito maior do que eu. Tudo o que há na minha vida eu creio que aconteceu por algum motivo e a cada dia eu tenho ainda mais certeza do que estou escrevendo agora neste texto.

Quando eu era criança, eu gostava de escrever e rabiscar qualquer coisa que eu via na minha frente. Eu desenhava coisas em qualquer papel que eu encontrasse. Cadeiras, números, rostos, armas, animais e tudo aquilo que eu achava bonito, curioso e interessante. Eu sempre fui uma criança curiosa e que aprendia tudo o que achava necessário para criar algo que fosse divertido. Eu tive incentivo dos meus pais para fazer tais coisas e eu cresci com este espírito de aventureiro.

Os anos continuaram passando, muitas coisas aconteceram, mas esta essência de aventura, curiosidade e de pesquisas intermináveis sobre a vida, a verdade e o universo me fizeram considerar o mundo como um lugar completamente novo, intenso e com muitas perguntas que em uma vida inteira que não conseguiria descobrir todas as respostas. Certas respostas eu não conseguiria sozinho e outras eu aprenderia com a experiência. Algumas existiam dentro de mim.

Dentre as respostas que apareceram dentro de mim havia uma série de eventos que não caberiam em uma realidade como a nossa. Seres mágicos, criaturas poderosas, nomes que em nossa realidade seriam estranho e situações que apenas um único deus não seria capaz de lidar porque, assim como os seres mortais, as deidades tinham problemas equivalentes para o seu nível de poder e habilidade. Problemas esses que envolviam apenas três seres que deram início a um pequeno universo. O pequeno universo foi criado por um grupo de amigos que se expandiu a cada nova decisão e hoje muitos podem explorar.

Você deve estar se perguntando o que é que torna minha postura uma coisa que faz de mim uma ovelha negra na minha família e na sociedade na qual eu me encontro. Todo mundo na minha família tem um problema que eu acredito que seja a conformidade. Todos eles se conformam com as coisas do jeito que elas são e acreditam que nada pode mudar. Eu, por outro lado, penso exatamente o contrário. O mundo é um lugar cheio de novidades e coisas para mudar e eu, Bruno, posso ser um dos mecanismos de mudança ainda que ela seja pequena.

Durante muito tempo que me matei de estudar para me formar e depois que eu entendi como funciona o mundo e o que faz com que as pessoas pensem de verdade, eu percebi que alguns sistemas existem e que podem ser rompidos, quebrados e completamente alterados nas mãos de alguém que tenha a devida habilidade para isso. O que me leva a seguinte questão: por que eu tenho que aceitar sistemas e regimes do jeito que eles são se eu sei como quebrar as regras de um sistema?

Quando esta pergunta veio na minha cabeça eu tinha apenas quatorze anos de idade. Ainda muito novo e sem muitas experiências de vida, eu tinha comigo que um mundo era do jeito que era por causa de processos que aconteciam e não porque alguém impunha algo. Decisões do passado que aferam um presente de pessoas que nãos escolherem uma realidade como esta.

Logo que eu me dei conta de que o mundo era um lugar completamente estranho e que as coisas que nós fazemos impactam todo um núcleo da sociedade, eu comecei a pensar e a refletir sobre o mundo que eu queria não apenas para mim, mas para qualquer pessoa do mundo que estivesse disposta a lutar por ele. Comecei a fazer o contrário da minha família, parei de me conformar com as coisas e dei início a uma jornada de descobertas para fazer o que era melhor para a minha vida.

Vivendo, experimentando, aprendendo e lutando contra coisas que me levariam para o fundo do poço se eu não tivesse uma cabeça tão teimosa quanto eu tenho. Eu lutei muito, por muitos anos, em busca de respostas que eu não entenderia no começo da minha jornada. Passei noites chorando em busca de algo que eu não conhecia até que eu descobri.

Ser uma ovelha negra é ir contra o efeito manada, nadar contra a maré, fazer o contrário do que acreditam, subverter expectativas, levar uma vida que muitos não vão entender e é melhor que não entendam porque não é a vida deles que está em jogo, mas sim a sua. Quando você decide traçar esboços do seu próprio destino, um novo mundo começa a surgir diante dos seus olhos. Alguns loucos vão seguir a sua loucura e outros vão permanecer conformados com o que vivem. Está tudo bem. Ser diferente é bom. Qual é a graça de ser normal?

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