Norian de Ael’Fellor

Muito tempo atrás no continente de Aylin, os elfos viviam como caçadores e exploradores em meio as florestas em pântanos no Arquipélago de Ael’Fellor. Assim como eles, outras criaturas feéricas como fadas, sátiros e algumas dríades viviam em uma disputa eterna por algo que acreditavam ser um Eco do Ocaso. Por séculos eles tentaram alcançar o eco e descobriram que aquilo era um ponto de convergência da Lua Nova.

A descoberta cessou os conflitos que ficaram conhecidos como Contenda dos Ecos e deu início a Idade dos Alquimistas. Foi nesta época que as tribos humanas chegaram nas terras feéricas e alguns assentamentos começaram a se formar de modo que humanos e elfos passaram a conviver em harmonia. A convivência ocasionou em romances e de uma dessas histórias de amor nasceu uma menina que possuía o melhor de dois mundos.

A menina tinha olhos verdes e orelhas levemente pontiagudas que ficavam escondidas embaixo de seus longos cabelos pretos como uma noite sem lua. Inteligente e extremamente curiosa, a menina demonstrou interesse em se tornar uma grande alquimista assim como os sábios das Ilhas de Naylo. Seus pais lhes deram o nome de Norian. A garota cresceu e se tornou uma alquimista.

Por anos, Norian estudou e fez grandes descobertas sobre a manipulação de essência para a proteção de alquimistas porque muitos de seus colegas morriam durante expedições ou durante a realização de experimentos arcanos. Certo dia, as Ilhas de Naylo foram atacadas por Handroxus, um Dragão Feral Preto que procurava Norian.

Durante o ataque, as ilhas ficaram cobertas de ácido enquanto dracos e meio dragões atacavam tanto os civis quanto os militares. Os mestres de Norian insistiram para que ela fugisse com suas pesquisas, mas ela permaneceu disposta a colocar em prática seus anos de estudo sobre a essência de abjuração. Foi quando Handroxus a viu e o que era para ser um confronto se tornou uma humilhação pública. Norian, mesmo com seu conhecimento, não era páreo para o Dragão Feral que a deixou desacordada e fugiu com o trabalho da vida dela.

Alguns dias depois de receber o tratamento de alguns druidas, Norian acordou preocupada com o que Handroxus queria. Ela era apenas mais uma alquimista assim como outros e não fazia sentido para ela o fato de um dragão querer exatamente as pesquisas dela. Na calada da noite, Norian foi ao seu laboratório para se preparar para uma jornada em busca de suas pesquisas roubadas. Separou algumas roupas de viagem, alguns robes, bolsas de componentes e uma cópia que havia feito de algumas páginas de seu grimório desaparecido.

Pela primeira vez em sua vida, Norian deixou seu vilarejo e partiu rumo ao que poderia ser o seu destino final. A dúvida sobre se era o certo a se fazer e o medo de não conseguir recuperar o que lhe foi tirado a força a tomou por inteiro, mas nada era mais importante do que o conhecimento que ela poderia adquirir enquanto recuperava seus preciosos estudos sobre a Essência Primordial.

A jovem alquimista seguiu rumo à floresta em busca de um caminho para o local onde ela acreditava ser o covil de Handroxus. O que ela não esperava era tamanha resistência de criaturas que aparentavam ser híbridos entre alguma espécie humanoide e serpente. Norian percebeu que estava entrando no território de uma tribo de nagas e precisava encontrar uma maneira de escapar. Após correr por algum tempo, ela conseguiu enganá-los com ilusões e encantamentos fazendo-os caírem de um desfiladeiro.

Seguindo adiante, a meia elfa foi mais a fundo no pântano até que uma figura grande e coberta de folhas apareceu. Era um elfo alto e esbelto que falava tranquilamente como se sua voz fosse uma brisa primaveril. Ele se apresentou como Loudaan, o Arquidruida de Bukuri e lhe ofereceu alimento e abrigo. Receosa, ela questionou o motivo que o fez aparecer diante dela e ajudá-la. Ele, por sua vez, disse que o que ela buscava estava nas Ruínas de Mananil, o primeiro refúgio feérico contra os Dragões Ferais. Após a conversa uma boa noite de sono, Norian continuou sua jornada até encontrar a entrada das ruínas em meio a piscinas de ácido.

Caminhando com cautela, Norian percebeu que parte do solo não era firme e por muito pouco não caiu em algumas armadilhas. Em meio as ruínas, ela começou a ouvir os rugidos de Handroxus que parecia falar um idioma antigo que ela reconheceu como Primordial. Pela conversa, parecia algum tipo de negociação para evitar que Bahxis, o Ancião de Platina, dominasse o poder inato que havia dentro dele. Então, Norian interveio tentando impedir a negociação e sua revanche com Handroxus começou.

Não haviam pontos cegos nem mesmo uma maneira direta de se defender do Dragão Feral Preto que estava cada vez mais voraz e brutal em suas investidas. Norian viu seus componentes acabando e ela não sabia mais o que fazer até que lembrou de parte de sua pesquisa que dizia que a Essência Primordial permitiria desencadear efeitos diferentes em uma única magia conjurada. Foi então que ela começou a virar o jogo utilizando energia arcana bruta em cada uma de suas magias.

Handroxus começou a temer por sua vida, mas se recusava a cair perante uma humanoide que ousava dobrar a realidade e manipular a essência arcana convergente. Em seu último esforço para impedir Norian, Handroxus tentou baforar ácido contra ela, mas falhou no momento em que ela antecipou o ataque e lançou uma seta flamejante que incinerou o Dragão Feral. Este foi o fim de Handroxus.

Norian então recuperou seus estudos e se teletransportou para sua vila natal. As pessoas estavam reconstruindo tudo o que foi destruído pelo dragão e ela se prontificou a ajudar. Seus mestres questionaram o que ela havia feito e então ela começou a transmitir seu conhecimento para eles e para todos os que possuíam interesse em magia. Semanas depois, entre os domínios de Celéstia e Fragor, Norian fundou sua Academia Arcana até o dia que realizou acidentalmente um dos Mecanismos de Ascensão.

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