A Elite Sombria do Eclipse

Caminhando apressadamente pelas ruas de Lumius, um garoto com roupas simples desvia das pessoas que entram na sua frente. O menino se apressa para chegar ao seu destino porque sabe que sua tarefa é importante demais para não ser realizada. A pequena missão que lhe foi dada era simples: levar uma mensagem do Sumo Sacerdote Dimitri Alvassombra ao Alto Rei Marcellus II da Dinastia Presaprata.

Ansioso e um pouco amedrontado pelo fluxo de pessoas que caminhavam pelo centro da cidade, o menino parou por alguns segundos antes de seguir em frente. Ele não percebeu que estava ao lado da Taverna do Manto Lunar, que se localiza a poucas quadras de seu destino final. Após respirar por alguns instantes, o menino segue rumo ao Palácio Argênteo, a residência dos membros da família real. Ao chegar diante dos guardas, eles olham o garoto com curiosidade e um deles o questiona.

– Ei, menino! Essa é a sua primeira missão?

– Sim, senhor moço soldado da guarda… só um… é que eu preciso… ah… – disse ofegante.

Algum tempo depois de recuperar o fôlego, o garoto olhou para os guardas, estufou o seu peito e falou quase gritando com a sua voz levemente estridente.

– Eu sou o Acólito Jonas da Capela da Luz e tenho uma mensagem do Clero da Luz à Coroa das Tribos Humanas. Solicito minha entrada pois Lumius corre grande perigo! – disse o menino.

– Acólito Jonas, o Rei Marcellus irá recebê-lo. Peço que, por favor, nos acompanhe até o Trono Bestial.

Acompanhado pelos guardas do Matilha de Amaya, o pequeno Acólito Jonas caminha pelas estruturas do Palácio Argênteo extremamente impressionado com tudo o que vê. Toda a história da Era Tribal e das grandes batalhas entre os exércitos humanos contra as demais raças do mundo estava exposta por meio de quadros enormes distribuídos no corredor principal do prédio. Após andar por alguns minutos, os guardas anunciam o garoto diante de uma porta de madeira de quase nove metros de altura que, ao ser aberta, revelou uma galeria na qual estava o Trono Bestial.

Nas paredes do ambiente estavam espalhados os totens de cada uma das tribos que se uniram durante a Era Tribal para fundar Lumius. Arquibancadas de três níveis estavam dispostas perto das paredes também assim como Paladinos do Eclipse a cada três metros a partir da entrada do local. Ao fundo estava o trono no qual o atual monarca, o Alto Rei Marcellus II, estava acompanhado do Primeiro-Ministro Belhorn Corvoril e do Príncipe Cedrick Presaprata, herdeiro do trono e Capitão da Quarta Matilha das Bestas Crescentes. Intimidado, o garoto aproximou-se.

– Majestade, eu sou o Acólito Jonas da Capela da Luz e trago comigo uma mensagem do Sumo Sacerdote Dimitri Alvassombra.

Quando o Primeiro-Ministro deu um passo para aproximar-se do garoto, o monarca deu um sinal para que ele permanecesse em seu lugar e deixou que o menino se aproximasse do trono. Príncipe Cedrick sorriu alegre para seu pai e para o garoto que, por causa da ansiedade, derrubou o pergaminho.

– Perdão, Majestade… é que… essa… bom… – sorriu o menino timidamente.

– Não precisa se desculpar Acólito. Esta é sua primeira missão, não é? Qual é a sua idade, garoto? – questionou o Príncipe Cedrick.

– Eu tenho dez anos, Alteza.

– Ainda será um grande homem no futuro, pequeno Jonas. Sua missão foi cumprida com êxito e o Sumo Sacerdote saberá de seus feitos. – o príncipe tira uma algibeira com algumas moedas de prata. – Vamos, pegue. Esta é sua recompensa pelo trabalho. Há quinze luas de prata para que você use com sabedoria. Que o Panteão da Luz te guie.

Logo que o garoto deixou o Palácio Argênteo, o Rei, o Primeiro-Ministro e o Príncipe começaram a conversar e passaram algum tempo se atualizando sobre os assuntos da cidade de acordo com o relatório de Sara e Tyler, líderes dos Dragões Negros. Em seguida, eles abriram o pergaminho. O Primeiro-Ministro olhou para ambos com temor quando terminou de ler para si mesmo.

– Belhorn, diga-nos o que há no pergaminho sem demora. Pela sua expressão de espanto deve ser algo que exige uma abordagem direta.

– Sim, milorde. O pergaminho contém informações terríveis sobre algo que nossos Algozes descreveram no relatório.

Benevolente Alto Rei Marcellus II, que longo seja seu reinado e que abençoada seja a sua linhagem.

“Temo que desta vez eu não tenha boas notícias em relação ao que está acontecendo na Capela da Luz, então serei breve, pois o tempo urge. O Cetro do Eclipse, um dos nossos artefatos sagrados foi furtado na calada da noite. Entramos em contato com a Ordem dos Vingadores Meio Sangue de Luna e com os batedores dos Dragões Negros da Torre Obsidiana, mas ainda não conseguimos nenhuma resposta.

“Requisito por meio deste que Vossa Majestade permita que enviemos nossos devotos Renegados. Assassinos, vingadores, acólitos e alquimistas treinados para eliminar hereges que profanam nossos templos e criptas além de serem nossos melhores devotos para recuperar artefatos. Imploro que, com urgência, nos dê um posicionamento até o pôr do sol do dia que este pergaminho chegou em suas mãos.

“Que o Panteão da Luz lhe ilumine, Vossa Majestade.

Logo que o Primeiro-Ministro terminou a leitura do pergaminho, o Príncipe olhou para seu pai com preocupação. Instintivamente, um pouco de sua essência começou a se manifestar, mas ele conseguiu contê-la. O silêncio do Alto Rei Marcellus II era mortal. Então, depois de pensar por alguns instantes, ele finalmente falou.

– Príncipe Cedrick, ordeno que envie Helene para Ael’Fellor para falar com Letriel das Ilhas de Naylo e que peça para que Mabingu venha de Bahxis junto com o Guardião de Runas Harzok. Sara e Tyler logo serão avisados que possuem uma nova missão. Eu convocarei o Grão-Lorde Conquistador Sven das Cordilheiras Uivantes para esta missão. Garantam que os nossos Algozes estejam prontos na próxima lua.

Os três deixaram o Palácio Argênteo para cumprir suas missões. Tyler e Sara assentiram de imediato. Helene deixou seu filho com sua amiga Alícia e foi até Ael’Fellor para contatar Letriel. Harzok e Mabingu foram trazidos por Rundarios, o Rompe Nevascas. Quanto a Sven, ele foi bastante resistente, mas aceitou liderar os Algozes de Lumius uma vez mais. Uma lua mais tarde, todos os membros se reuniram diante do Trono Bestial.

– Tyler, Sara, Helene, Letriel, Mabingu, Harzok e Sven, meus Algozes. A missão de vocês: Encontrar o Cetro do Eclipse e eliminar as fontes de resistência sem deixar rastros.

– Seremos como as sombras, Majestade.

Os Algozes seguiram as ordens da Coroa e partiram em missão.

– Enviem os Renegados. – ordenou o Sumo Sacerdote logo que o Acólito Jonas partiu em missão.

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