A Cúpula de Ayla

Logo que a Névoa Rubra atingiu o continente, os líderes das cinco Capitais Lunares concordaram que era chegada a hora de convocar uma reunião da Cúpula de Ayla, um conselho de regentes responsável por lidar com eventos que ameaçam o equilíbrio dos ciclos em Aylin. Todas as comitivas se encaminharam para Jinlong, a capital do Império do Dragão nas Terras do Eclipse. A viagem foi longa e cansativa para todos, mas nada era mais importante do que a busca de uma solução viável

Chegando da região norte representando as Terras Crescentes, um gnomo diplomata chamado Ton’Icho veio acompanhado de alguns inventores também gnomos, uma guarda pessoal formada por anões e um grupo de halflings responsáveis pelos mantimentos da tripulação. No entanto, os primeiros a chegar foram os Feéricos de Ael’Fellor por meio de um círculo de teletransporte. Lothiel Ael’Fellor, um arcanista e herdeiro direto de Norian Ael’Fellor, chegou acompanhado de oito arquimagos representando cada uma das Essências e quatro Eladrins que representavam as quatro estações. Os navios militarizados de Lumius chegaram com grande imponência representando as Terras Crescentes dominadas pelos humanos. O Príncipe Cedrico Presaprata chegou acompanhado de seus conselheiros e de seus Algozes, duas pessoas com máscaras que escondiam metade do rosto e com tatuagens arcanas em seus corpos. Por último, a comitiva de Inférnia, representando as Terras Minguantes chegou com três navios que representam a Tríade, o conselho de gerontocrático da capital. A Suma-Sacerdotisa Melinda, o General Barduk e o Arquibruxo Eros desceram de suas embarcações cada um com sua respectiva comitiva demoníaca.

A estrutura de decorações de dragões e tigres da região contava a história dos doze clãs humanos que guerrearam entre si até que receberam a visita de dois espíritos. O Tigre Branco abençoou os sobreviventes que aceitaram a paz com a força física para dominar o ápice do combate e a perfeição do trabalho braçal. O Dragão de Ouro lhes concedeu a sabedoria para que não houvesse mais derramamento de sangue além do conhecimento sobre a Essência Vital. Enquanto admiravam toda a história contada pelos diplomatas que recepcionaram as comitivas, os representantes das Capitais Lunares se encaminhavam para uma estrutura antiga feita de madeira e pedra. Este lugar era o Palácio dos Antigos, o local que representava a união dos doze Clãs de Jinlong que, por sua vez, estavam sendo representados pelos Tigres de Jinlong ao lado do Imperador para iniciar a cúpula.

Imperador Dragão aguardou em silêncio até que todos se acomodassem e assumissem suas posições de acordo com a região da qual cada representante viera. Príncipe Cedrico, Arquimago Lothiel, A Tríade e Ton’Icho de Fragor estavam em pé enquanto recitavam o Juramento Lunar.

– Nós somos a Luz de Aurora e as Sombras do Ocaso que deram suas essências para a existência dos Quatro Ciclos. Em nome dos Primordiais, nós, os Pilares de Aylin, damos início a Cúpula de Ayla.

Após o juramento, as lideranças de Aylin tomaram seus assentos. O Imperador Dragão, ao centro, iniciou sua fala sem pestanejar.

– Pilares, sabemos que a Névoa misteriosamente nos cercou e está ceifando mais vidas do que somos capazes de salvar. Sou grato pela presença de todos, mas temo que sozinhos não consigamos lutar contra o que está por vir. Eu bem sei que todos estão cientes da profecia do Arcano Zeit sobre o Renascimento Profano. Creio que a Suma-Sacerdotisa possa nos esclarecer o que significa e como podemos nos preparar.

– Com prazer, Imperador. – disse Melinda. – Zeit profetizou que o Dracolich retornaria. Certamente esta deve ser apenas a primeira de suas investidas e precisaremos lidar com outras três. Primeiro a Cólera, depois a Miséria, em seguida a Contenda e, por fim, a Aniquilação será a chave para a Ressurreição. O equilíbrio que tanto defendemos está sendo ameaçado. Nós, a Tríade, aceitamos auxílio dos demais Pilares.

– Sacerdotisa Melinda, temo que não poderemos oferecer nada além de conhecimento arcano. Já que não podemos entrar nas demais capitais sem a permissão das lideranças por causa de nossos crimes de guerra, serviremos como a base de inteligência em Ael’Fellor com prazer e todos os nossos recursos arcanos estarão à disposição de vocês, Pilares. – disse Lothiel e permaneceu calado enquanto ouvia os agradecimentos de seus colegas.

– Com a permissão dos senhores, eu vim em nome de meu pai que se encontra enfermo por causa da Névoa Rubra. Como são tempos desesperados, nós de Lumius estamos fazendo alianças com corsários para encontrar uma solução em algumas ilhas ao sul de nossos domínios. Os Cólera Marítima estão a meu serviço e podemos oferecer os Dragões Negros como batedores e espiões. Sabemos que há células dos Filhos de Krivoc em Bahxis e em alguns lugares do Deserto Aracnorrubro. As Presas Dracônicas já estão cuidando dos cultos de modo que o povo comum não sofra qualquer dano colateral.

– Não tenho dúvidas de que seu pai logo ficará bem, jovem Príncipe. – disse Ton’Icho assumindo a fala. – Com as hordas de mortos-vivos aumentando ao norte, foi preciso que falássemos com a Cerberus para que começassem as pequisas sobre construtos e autômatos. Alguns modrons já foram enviados para o subsolo com o objetivo de encontrar a entrada da Cidadela. É possível que os Drow possam nos ajudar se nós oferecermos a eles um lugar na Cúpula assim como os Dracos de Bahxis. Alguém tem notícias do Covil ou de Lucius?

Barduk e Eros se entreolharam enquanto Melinda os reprovava. Depois de alguns minutos de silêncio, eles assentiram e falaram e uníssono.

– Lucius Rubak, o Guardião Dourado, foi avistado em nossas terras rumo ao norte. Enviamos batedores para segui-lo, mas não recebemos notícias desde então. Tememos que estejam mortos ou tenham encarado um destino pior do que a morte. A única coisa que coletamos de comerciantes do Entreposto Jezha, é que ele se recusou a entregar um antibiótico que combate a névoa. Nós, Pilares, ainda devemos confiar no Covil?

– Os Anciões do Covil nunca foram uma ameaça e a lealdade deles a nós é inabalável. Todavia, eu recomendo que enviemos algumas de nossas forças para buscar informações sobre os Fragmentos do Eclipse. Já que o Artefato Minguante está perdido assim como os Crescente e Eclipse, precisaremos encontrar ou reconstruir esta joia e sim, Lothiel, seus recursos serão de extrema importância. – disse o Príncipe Cedrico.

Novamente com a palavra, o Imperador Dragão encerrou a Cúpula de Ayla e prometeu manter todos informados. Ao deixarem a cúpula, todos viram no reflexo do oceano um brilho dourado rumo ao sul. Não tiveram dúvida de que era o Guardião Dourado, o primeiro líder dos Campeões Lunares. Uma centelha de esperança ascendeu no coração dos Pilares de Aylin.

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