Rebeldes com causa

Amaya já foi nossa. É um porre ter que ficar se escondendo do bando de almofadinhas que estão no poder e controlam tudo o tempo inteiro. Agora até que faz sentido manter uma certa discrição para não chamar atenção dos humanos que estão nos caçando, só que ficar obedecendo alguém só porque chegou antes na cidade ou porque está acima de você não me parece justo. E se seu superior zoar com a tua cara e você tiver a oportunidade de dar um fim nele? Com eles, a Camarilla, você sempre vai ter que engolir a seco. Com a gente, você pode fazer o que você quiser, quando quiser.

Nossa luta é antiga. Encaramos o mundo de um jeito simples: liberdade. Aceitamos qualquer pessoa que queira se juntar ao movimento, damos as melhores festas ao ar livre, estamos sempre dispostos a aceitar aqueles que querem se desprender das regras extremas que o Clubinho impõe. Eu tenho plena certeza de que há muitas outras pessoas que vão aderir a nossa causa. Acredite no que estou dizendo: perdemos a cidade uma vez, mas nosso financiador está de volta e podemos recomeçar de onde paramos. Desta vez a Sara encontrará seu irmãozinho encrenqueiro.

Essa mulher, a tal de Sara, ficou duas semanas fora da cidade e deixou um tal de Marco no controle de tudo. Foi a oportunidade perfeita porque aquele imbecil estava de babá de uma cria dele que chegou há poucas semanas aqui. Nossa vantagem era enorme em relação a tudo isso e, como no norte ninguém presta atenção, reunimos o pessoal e conseguimos nos infiltrar naquela maldita organização que se considera secreta. Eu tinha certeza de que logo Olavo, Cassandra, Renata e Dimitri trariam novidades sobre a convocação da Dama da Garoa e meus palpites estão sempre certos. Eles chegaram animados.

Olavo, o mais feral, chegou com suas roupas sujas de terra, mas eu não posso reclamar porque minha aparência não é agradável. Cassandra, sempre disposta a fazer alguém quebrar as regras, é a pessoa a quem confio o nosso recrutamento. Renata, nossa estrela das ruas, está sempre no Farol em busca de pessoas que se expressam livremente por meio da arte e a dela, bom, é certamente a arte de uma verdadeira predadora. Dimitri é o nosso doidinho bom de briga, ele gosta que as pessoas brinquem com ele, mas quando não aceitam o cara costuma ficar bastante agressivo.

– E aí, Barão?! Como anda a vida no campo? – perguntou Olavo.

– Melhor do que a sua! Você não se cansa de dormir com outros vermes iguais a você, Olavo? – retrucou Renata enquanto brincava com o cabelo.

– Vocês estão sempre discutindo… eu também gosto de falar… vocês querem me ouvir? – Dimitri disse isso enquanto segurava um pé de cabra.

– Lucca, eles estão agitados porque temos o que queríamos há décadas: a Dama está desesperada e pronta para aceitar os Lasombra no Clubinho. – Cassandra falou sorrindo ironicamente.

– Respondendo a todos: Olavo, eu adoro a vida no campo porque jovens desavisados morrem sem saber o motivo; Renata, você está sempre impecável e precisa ser um pouco mais gentil; Dimitri, larga isso ou eu mesmo tiro de você e; Cassandra, me conte o que aconteceu na reunião com Sara assim que chegarmos na Garagem.

Eu, Lucca, lutei ao lado de Hélio para tomar Amaya a quase duzentos anos, mas aquele idiota achou que deveria lidar com tudo sozinho e cinquenta anos depois a cidade foi retomada por Sara e algumas das crias de Hélio. Agora temos a oportunidade perfeita para libertar a cidade da Camarilla e torná-la livre como L.A. Chegamos na Garagem, nosso reduto e toda a galera do movimento estava lá, incluindo o Vovô com a sua adorável Netinha. Todos estavam prontos para a guerra.

– Qual é a boa, galera?! Estão prontos para começar a revolução? – eu falei cerrando os punhos. – Hoje temos novidades: os nossos queridos espiões têm algo para nós e isso dará início aos trabalhos. Renata, por gentileza, é hora de brilhar, garota!

– Obrigada, Lucca! Pessoal, olhos em mim. A Camarilla está desesperada em busca de novos aliados. Já aceitaram os Banu Haqim, há um Ravnos entre eles e estão aceitando os Lasombra. Olavo e Dimitri descobriram que todas as informações deles está em algum lugar na região das Docas e Cassandra está quase convencendo Felícia e Luíza a abraçarem a nossa causa. O lado ruim é que uma tal de Lilyth estão se mobilizando sozinha e um professor Tremere está se organizando para reestabelecer seu clã na cidade.

– Então, meus Anarquistas, estão prontos para brincar em mais uma cidade?! – gritou Dimitri e todos que estavam na plateia começaram a lutar entre si exceto pelo Vovô e a Netinha que nos abordaram nos fundos da Garagem.

– Barão, Ministros. Eu consegui o que vocês queriam. Eu encontrei a Isabela. Ela está em torpor em um refúgio que fica em um condomínio próximo ao centro da cidade. O problema é a delegada, esposa dela, que certamente está vigiando o local e já conseguiu derrubar muitos como eu.

– Isso não será um problema, Zaki. Aposto que Dimitri pode te ajudar. – afirmou Cassandra. – E quanto a você, Dalila? O que tem para nós?

– Trabalhar como Harpia é um saco! Eu seria mais útil lutando com o meu avô, mas tudo bem. Tem uma tal de Amy que está morando na Blue Blood, eu sei onde mora a famosinha que está causando com seu álbum novo e o Toni desapareceu. Espero que esteja morto. E tem uma vadia no meu pé… logo vou dar um fim na Sofia para mandar um recado às Harpias.

Ah, ira dos Brujah sempre é útil para nos ajudar a lidar com situações violentas. Eu prefiro continuar agindo como um rato que observa tudo das sombras, mas logo teremos que travar uma guerra. Se Luíza e Felícia aceitarem, é certo que seus seguidores nos ajudarão e eu, Lucca Medeiros, dos Nosferatu, mostrei a beleza do conflito para Sara, a Usurpadora.

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