5 formas de introduzir romance no RPG

Romance em mesas de RPG é algo que não costuma ser abordado em meio ao caos que é a vida de aventureiros. Ainda assim, o amor é uma aventura que cada pessoa ousa explorar de formas distintas. Algumas pessoas buscam diversos parceiros ou parceiras durante a vida, enquanto que outros se mantém fiéis a casamentos arranjados por suas famílias. Certas pessoas deixam suas casas para lutar porque é a única forma de manter a pessoa amada em segurança.

Existem milhares de formas de introduzir relacionamentos amorosos em mesas de RPG e eu listei cinco maneiras de como fazer isso sem que seja algo forçado e que não atrapalhe a narrativa da aventura que esteja sendo jogada. Então, sem mais delongas, vamos nessa que vai ser bom à beça!

1. Utilize NPC’s da história dos jogadores

É comum que os jogadores criem personagens que complementam as histórias dos personagens com os quais eles estão jogando. Esses personagens podem ser amigos de infância, um mentor, o personagem de outro jogador ou alguém com quem o personagem do jogador se importa muito. Mesmo que o personagem criado seja alguém extremamente poderoso, sempre haverá alguém que faria com que ele ou ela abandonasse todo o seu poder apenas para proteger este alicerce de sua humanidade.

Ao transformar um personagem de um jogador em um NPC, além de complementar a história do personagem em questão e expandir as possibilidades de seu cenário, você como narrador está valorizando as criações de seu grupo como um todo porque, cedo ou tarde, os personagens das histórias deles aparecerão para incrementar ainda mais sua história e isso pode ser a introdução de um romance.

2. Use interações sociais para deixar pistas

O tempo todo os personagens dos jogadores estão interagindo com as mais diversas criaturas do universo no qual o jogo se passa. É impossível que nenhuma dessas pessoas se interesse pela beleza, pela personalidade ou qualquer outra característica marcante de um ou mais personagens. Fazer com que um personagem seu deixe uma pista de interesse ao fim de um diálogo ou no meio de uma conversa casual, pode ser a chave para começar a explorar o lado romântico do personagem.

Caso seja interessante e coerente dentro da história, a garota da taverna, um ladrão de rua ou mesmo alguém que lidera uma guilda de magos ou uma infantaria do exército pode ter um momento no qual os sentimentos falam mais alto e deixar escapar que gostam de alguém mais do que um amigo gostaria.

3. Abuse do elemento surpresa

Assim como os jogadores adoram colocar narradores em saia justa, narradores também possuem suas artimanhas para colocar isso tudo a seu favor. Se tratando de choques emocionais, isso pode ser de extrema ajuda para revelar algum sentimento reprimido em uma situação de desespero. Sabe o clichê de dizer que ama alguém quando a morte parece estar diante dos olhos dos protagonistas? É exatamente deste momento que eu estou falando.

Um exemplo disso é colocar um personagem de apoio para acompanhar os jogadores, fazer com que os jogadores se importem com ele e demonstrar que este personagem de apoio está interessado no personagem mais aberto a relacionamentos. Quando um perigo se apresentar e todos acreditarem que será o fim, é a hora do personagem de apoio revelar que não permitirá que nenhum mal aconteça a quem ele ou ela ama, corrigir falando que é o grupo e depois sofrer o dano massivo. Isso pode mudar toda a missão pessoal de um jogador.

4. Não tenha medo de ser ousado

Isso parece conversa de coach, mas estou dizendo para descrever não apenas cenas de sedução, mas também cenas de carinho, afeto e deixar que o jogador se solte com o NPC com o qual o personagem dele esteja emocionalmente envolvido. Claro que não precisa colocar nada explícito se for desconfortável para o seu grupo e se não houver contexto para tal cena. Ainda assim, não tenha medo de descrever sons, silhuetas e reações. Alguns sistemas possuem até testes específicos para situações assim.

Quanto a isso eu tenho uma observação importante: demonstrações de afeto em público tendem a deixar pessoas desconfortáveis tanto na vida real quanto na ficção. Portanto, se algum jogador ficar desconfortável com a cena que está sendo narrada em algum momento, corte a cena e siga com a narrativa.

5. Saiba quando usar clichês

Por último, mas não menos importante, clichês de filmes românticos, dramas adolescentes e qualquer tipo de coisa que é comum em obras de ficção que consumimos podem se encaixar dentro de uma mesa de RPG se houver contexto para isso. Sabe aquela onda de que se algo for bem planejado parece que aconteceu naturalmente? Se você colocar algum enredo para que as coisas aconteçam de modo que tudo encaixe perfeitamente, o clichê jamais parecerá forçado.

Uma vez que houver a oportunidade de sacrificar um personagem por amor de outro, inserir uma declaração de amor em um momento inesperado ou permitir que dois personagens permaneçam juntos após o fim de uma campanha pode ser uma boa aposentadoria para alguns personagens que não quiserem mais se aventurar.

Quando se trata de RPG, muitos jogadores esperam apenas a aventura clássica de matar e pilhar como se os sentimentos dos personagens não fossem importantes. Assim como qualquer pessoa do mundo que seja capaz de pensar, os personagens dos jogadores também são capazes de sentir. Portanto, isso não só pode como deve ser explorado nas mais diversas situações que eles forem introduzidos incluindo relacionamentos.

Romance em mesas de RPG não precisam ser o foco de uma campanha inteira, mas é um enredo interessante de se trabalhar. Eles podem trazer mais leveza para cenários densos ou causar confusões em situações tranquilas. Trabalhar as nuances de um relacionamento em uma sessão de RPG de mesa pode render boas histórias que, se bem trabalhadas, podem ser tão épicas e inesquecíveis quanto combater criaturas mitológicas, buscar tesouros em ruínas abandonadas ou explorar cavernas em busca de conhecimentos ancestrais que mudarão a história do mundo.

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