5 mulheres famosas dos jogos eletrônicos

Muitos contos de fadas que consumimos durante a infância retratam mulheres como seres indefesos que precisam de um cavaleiro de armadura branca para resgatá-las de um terrível vilão que as aprisiona ou abusam de seu coração bom e ludibria sua mente ingênua. Cá entre nós: todo mundo sabe que esse é apenas um arquétipo dos muitos que a cultura pop retrata de uma mulher porque há mães, guerreiras, capitãs, deusas, heroínas e vilãs espalhadas por todos os mundos criados para o universo dos jogos eletrônicos.

Dentre a infinidade de mulheres existentes no universo dos jogos, há nomes que são lembrados tanto pela nostalgia de jogadores quanto por franquias novas e jogos que foram remasterizados. Alguns foram refeitos com uma nova narrativa trazendo maior desenvolvimento e profundidade às personagens. Então vamos falar sobre cinco mulheres fortes e muito bem representadas no universo dos jogos. Sem mais delongas, vamos nessa que vai ser bom à beça!

Lara Croft – Tomb Raider

Aquela que por anos foi lembrada pelos gráficos triangulares é a mais famosa exploradora do mundo dos jogos atuando como arqueóloga e caçadora de tesouros que utiliza um par de pistolas que são sua marca registrada. Lara é a protagonista da franquia Tomb Raider que retrata sua busca pelo conhecimento perdido de civilizações antigas, procura por artefatos valiosos tanto para colecionadores, museus e, em alguns casos, para si mesma.

Lara Croft é uma personagem que conquista o público não apenas pelo carisma que os desenvolvedores dos jogos colocaram na personagem, mas pela forma que as narrativas de suas aventuras fazem com que os jogadores queiram ajudá-la a conquistar seu objetivo independente do que ela queira fazer.

Samus Aran Super Metroid

Nas décadas de 1980 e 1990, os jogos de plataforma eram uma febre. Megaman é um dos mais icônicos jogos nesse estilo por causa de sua dificuldade e por não haver um tutorial de como a maioria dos jogos da atualidade apresentem. Dentre esses jogos, Super Metroid foi um dos jogos que mais surpreendeu o público, não apenas pelas mecânicas clássicas de atirar, saltar, correr, abaixar, rolar e eliminar inimigos e chefes que parecem impossíveis de serem derrotados, mas pela revelação do final do jogo.

A armadura do jogo possui uma anatomia de um alienígena sem apelo a qualquer atributo feminino. Apenas ao finalizar o jogo é que é revelada Samus Aran, a protagonista da história. Ela atua como uma caçadora de recompensas em missões da Federação Galática contra os Piratas Espaciais com o intuito de acabar com organismos parasitas conhecidos como Metroids. Por ser uma das primeiras protagonistas femininas de jogos eletrônicos, Samus é considerada uma das personagens mais importantes dos jogos e foi inspirada em Ellen Ripley, a protagonista da franquia de filmes Alien.

Jill Valentine – Resident Evil

Se um apocalipse zumbi acontecer como aconteceu em Raccon City, toda ajuda será bem-vinda. Caso a ajuda seja de uma agente especializada em combate ao bioterrorismo, a ajuda é muito mais do que bem-vinda. Jill Valentine, a protagonista de Resisent Evil 3: Nêmesis e Residente Evil 3: Remake, foi a responsável por alguns pesadelos que eu tive ao assistir meu primo jogando o jogo da Capcom.

Jill, além de ser uma agente especial da S.T.A.R.S., grupo de elite do Departamento de Polícia de Raccon City, ela também é uma das personagens que muitos jogadores se lembram quando se pensa em personagens femininas bem representadas. O carisma da personagem é tão contagiante quanto as sequências de ação durante as horas de jogo.

Aloy – Horizon Zero Dawn

Imagine a seguinte situação: você é uma criança que foi exilada ainda bebê e cresceu sendo ignorada pela sociedade por causa deste evento. Certo dia, você descobre que há uma maneira de ser aceita pelo povo e começa a treinar para passar no teste, ser reconhecida como uma igual e construir uma reputação baseada em seus feitos que ajudam os locais ao passo que você descobre mais sobre suas origens. Esta foi a proposta de Horizon Zero Dawn para a história de Aloy em um mundo pós-apocalíptico no qual parte da fauna é composta por animais mecânicos.

Além de coragem, disciplina e determinação, Aloy é uma personagem que busca saber como mundo funciona e porque as coisas são como são dentro do universo no qual ela está inserida. Conflitos entre povos, animais mecânicos, dispositivos tecnológicos de um passado distante e um mundo a ser explorado. As interações dela com outros personagens é interessante e permite ao jogador aprender e decidir qual é o melhor caminho para alcançar seus objetivos.

Ellie – The Last of Us

E por último, mas não menos importante, a protagonista de uma das franquias de jogos mais bem-sucedidas dos últimos tempos. Ellie começa a história como uma garotinha que será levada por Joel para o outro lado dos Estados Unidos para ser estudada porque ela é imune ao patógeno que devastou a humanidade. Em vez de causar uma mutação na garota, o vírus sofreu uma mutação que a tornou imune. A história nos revela, com o passar do tempo, que Ellie tem medo de ficar sozinha e ela acaba tendo Joel como sua figura paterna. O jogo mostra o desenvolvimento natural desta relação.

Após os eventos do primeiro jogo passam-se alguns anos e Ellie está habituada com uma nova rotina. Ela vive em uma cidade, tem amigos, faz patrulhas e após uma perda significativa, segue em busca de respostas. A jornada se torna uma busca por vingança que é algo que não leva ninguém a lugar algum e, em vários momentos da narrativa, Ellie demonstra seu medo de ficar sozinha. Eu suponho que, por ser a única pessoa imune ao vírus em todo o mundo, ela será A Última de Nós porque eu creio que ter a força necessária para suportar tudo o que ela suportou não é algo que qualquer pessoa seria capaz de fazer.

O universo dos jogos é imenso e exemplos de mulheres fortes e bem representadas não faltam. A Comandante Shepard de Mass Effect é um exemplo assim como Eivor e Evie Frye de Assassin’s Creed. Sejam nos jogos ou no dia a dia, as mulheres demonstram força, garra e independência sempre que lutam por aquilo que acreditam. Não é preciso ter poderes ou treinamento militar para ser uma grande heroína quando se tem a disciplina e o propósito claro de deixar sua marca no mundo não apenas sendo um rosto bonito na multidão, mas batalhando um pouco todos os dias para que seja deixado um legado. As mulheres do presente inspiram-se no passado e as que vierem depois, poderão se inspirar no agora. Por que não rabiscar um legado?

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